O 6 de julho é marcado pelo Dia Mundial das Zoonoses, uma data que reforça a importância da vigilância, prevenção e combate a doenças que afetam animais e humanos.
Mas, afinal, o que são zoonoses?
Zoonoses são doenças transmitidas entre animais e seres humanos, de forma direta (como mordidas, arranhões, contato com fezes ou secreções) ou indireta (por vetores como mosquitos, carrapatos e pulgas). Elas representam um importante problema de saúde pública, principalmente em países tropicais como o Brasil.

Principais zoonoses no Brasil
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Raiva
Transmitida principalmente por mordidas de cães, gatos e morcegos infectados, é uma doença grave e quase sempre fatal. A vacinação de animais domésticos é a principal forma de prevenção. -
Leptospirose
Causada por uma bactéria presente na urina de ratos e outros animais, é comum em áreas com enchentes. Pode causar febre, dores e, em casos graves, levar à falência renal e hepática. -
Leishmaniose
Transmitida pela picada do mosquito-palha infectado, atinge principalmente cães e seres humanos. Pode ser visceral (mais grave) ou cutânea. Tem alta incidência em regiões do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. -
Febre Amarela
Doença viral grave transmitida por mosquitos. Existe uma forma urbana e outra silvestre. A vacinação é altamente eficaz e essencial em áreas de risco. -
Toxoplasmose
Transmitida pela ingestão de alimentos ou água contaminados, ou pelo contato com fezes de gatos infectados. Pode ser perigosa para gestantes e pessoas imunossuprimidas. -
Dengue, Zika e Chikungunya
Embora não sejam zoonoses clássicas (pois envolvem vetores e não necessariamente animais vertebrados), são incluídas nas ações de vigilância de zoonoses devido à presença do mosquito Aedes aegypti, vetor das doenças.
O papel da vigilância em zoonoses
A Vigilância de Zoonoses atua na prevenção, controle e monitoramento dessas doenças por meio de:
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Vacinação e controle populacional de animais;
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Monitoramento de vetores e ambientes;
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Educação em saúde nas comunidades;
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Investigação de surtos e atendimentos em saúde pública.
Esse trabalho é fundamental para garantir a “Saúde Única”, conceito que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental.