O 6 de julho é marcado pelo Dia Mundial das Zoonoses, uma data que reforça a importância da vigilância, prevenção e combate a doenças que afetam animais e humanos.

Mas, afinal, o que são zoonoses?
Zoonoses são doenças transmitidas entre animais e seres humanos, de forma direta (como mordidas, arranhões, contato com fezes ou secreções) ou indireta (por vetores como mosquitos, carrapatos e pulgas). Elas representam um importante problema de saúde pública, principalmente em países tropicais como o Brasil.

Principais zoonoses no Brasil

  1. Raiva
    Transmitida principalmente por mordidas de cães, gatos e morcegos infectados, é uma doença grave e quase sempre fatal. A vacinação de animais domésticos é a principal forma de prevenção.

  2. Leptospirose
    Causada por uma bactéria presente na urina de ratos e outros animais, é comum em áreas com enchentes. Pode causar febre, dores e, em casos graves, levar à falência renal e hepática.

  3. Leishmaniose
    Transmitida pela picada do mosquito-palha infectado, atinge principalmente cães e seres humanos. Pode ser visceral (mais grave) ou cutânea. Tem alta incidência em regiões do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

  4. Febre Amarela
    Doença viral grave transmitida por mosquitos. Existe uma forma urbana e outra silvestre. A vacinação é altamente eficaz e essencial em áreas de risco.

  5. Toxoplasmose
    Transmitida pela ingestão de alimentos ou água contaminados, ou pelo contato com fezes de gatos infectados. Pode ser perigosa para gestantes e pessoas imunossuprimidas.

  6. Dengue, Zika e Chikungunya
    Embora não sejam zoonoses clássicas (pois envolvem vetores e não necessariamente animais vertebrados), são incluídas nas ações de vigilância de zoonoses devido à presença do mosquito Aedes aegypti, vetor das doenças.

O papel da vigilância em zoonoses

A Vigilância de Zoonoses atua na prevenção, controle e monitoramento dessas doenças por meio de:

  • Vacinação e controle populacional de animais;

  • Monitoramento de vetores e ambientes;

  • Educação em saúde nas comunidades;

  • Investigação de surtos e atendimentos em saúde pública.

Esse trabalho é fundamental para garantir a “Saúde Única”, conceito que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *